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15/04/2005 12:14
Cidadezinha
Uma fachada encardida.
Uma porta de vidro.
Uma boca de dentes quebrados querendo devorar meu tempo.
Não tenho tempo
para deixar fluir
o pensamento:
chega um papel, um vizinho, uma chamada.
Aqui me aprisiono.
Dificilmente um prédio alto alcança a autenticidade de um prédio baixo.
Goiabeiras perfumadas, sabiás estridentes, um canil desativado.
Um saguão interno. Pé de boldo. Sino.
Os vizinhos emprestam erva para o chimarrão e me acompanham ao café.
Onde está o coração dessa pessoa?
Aqui.
enviada por A ida
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